Proposta apresentada por Giovani G. Grando e Cléber Colle ao Ministério Público junto ao Promotor Mário W. Amarante, em abril de 2005.
O Parque Municipal da Lagoinha do Leste, situado entre as praias do Matadeiro e do Pântano do Sul, abrange uma área de 480,5 hectares de preservação permanente. A Lagoinha do Leste não tem acesso para carros, para visitá-la as pessoas percorrem trilhas, ou então, usam pequenas embarcações de pescadores do Pântano do Sul.
A dificuldade de acesso, entretanto, não evita a degradação ambiental do Parque. Enriquecida por suas belezas naturais, a Lagoinha do Leste é muito freqüentada e um belo lugar para acampar. O fluxo turístico no local, contudo, é feito de maneira desordenada. Durante a 5ª edição do projeto "Ao Redor da Ilha..." detectamos alguns fatores negativos. Urge um plano de ações para estruturação e conservação do parque.
Ciente destes danos ambientais desde a 1ª edição, o "Ao Redor da Ilha..." considerou como prioridade o desenvolvimento deste estudo, uma proposta de ordenar o turismo no Parque Municipal da Lagoinha do Leste.
Para os integrantes do "Ao Redor da Ilha..." é evidente a degradação da Lagoinha do Leste. A trilha que dá acesso pelo Pântano do Sul apresenta fortes sinais de erosão, chegando-se a praia deparamos com inúmeras pessoas acampando no local, algumas com mais de semana de estadia.
O excesso de pessoas acampando, sem nenhuma orientação, desencadeia diversos problemas : o acúmulo de lixo na praia, favorecendo a proliferação de insetos e com sua decomposição produzindo o chorume; corte de árvores para a produção de lenha; caça de animais silvestres para alimentação; e poluição da lagoa pelo uso de xampu, sabão e detergentes. Para agravar esse descontrole na ocupação da Lagoinha do Leste, há relatos de furtos e roubos no local.
Diante deste cenário surgiu a motivação do presente projeto. Medidas para reverter a atual situação para um forma de turismo com sustentabilidade precisam ser tomadas. A ordenação do Parque Municipal da Lagoinha do Leste será um incremento no turismo ecológico e na conservação da Ilha. É dentro desta lógica que está baseada essa proposta.
A lei 3791/92 criou o Parque Municipal da Lagoinha do Leste com os seguintes objetivos: salvaguardar a paisagem natural, a fauna e a flora; proteger o manancial hídrico da Bacia Hidrográfica da Lagoinha do Leste.
Entre as atribuições do órgão responsável, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), estão o de:
A Floram, não exercendo esses atributos deixa de conservar o Parque, o que se presencia é uma situação desoladora de um recanto ecológico abandonado. Essa displicência, a ocupação desorientada do Parque, desencadeia uma série de problemas no local, a seguir:
É complicado pensar numa mudança sem a estruturação do Parque Municipal da Lagoinha do Leste, para isso a lei foi feita. Nossa proposta foi elaborada com esse requisito, inclusive apontando medidas para a real implantação do Parque.
Sabemos que são necessários investimentos para tal atitude, contudo, dentro de uma prioridade ambiental que deve ser pensada na Ilha de Santa Catarina, a ordenação do parque será um incremento no turismo ecológico, mais uma forma para qualificar o turismo e gerar renda durante o ano inteiro.
A estruturação do Parque pode ser viável mediante a cobrança de uma taxa de conservação daquelas pessoas que desejam conhecer e também acampar no local. Medida utilizada em vários parques ecológicos do Brasil.
Um estudo de impactos ambientais, deve ser elaborado para que a utilização do Parque seja feita com sustentabilidade. Neste aspecto, deve-se estabelecer o número máximo de visitantes por dia, observando a estrutura das trilhas e a viabilidade do transporte marítimo; destinar locais específicos para acampamentos (isso foi previsto em 1992); orientar os visitantes; e desenvolver Programas de Educação Ambiental.
A recuperação da trilha que inicia no Pântano do Sul deve ser uma das prioridades deste processo, é preciso conter a erosão com a construção de passarelas, deixando a vegetação rasteira se recompor.
A criação de postos de orientação e fiscalização nos locais de acesso ao Parque, controlando o fluxo de pessoas e estabelecendo limites de acesso e permanência na Lagoinha do Leste é necessário, assim como, um posto no interior do Parque.
Na área pessoal é preciso montar uma equipe de Educação Ambiental capacitada para desenvolver os Programas de Educação Ambiental, orientar e fiscalizar a área do Parque, outra para fazer a segurança da Lagoinha do Leste. O Parque estruturado pode receber escolas, empresas, famílias com a realização de atividades na natureza e de Educação Ambiental.
Enfim, muito o Projeto "Ao Redor da Ilha..." pode colaborar para que a Lagoinha do Leste seja conservada e melhor aproveitada por todos que gostam do espaço da Ilha de Santa Catarina. Nossa proposta parece ser um tanto óbvia, e talvez tudo que esteja escrito já tenha sido observado anteriormente. Isso serve ainda mais de alerta para que a Floram seja reavaliada nas suas atividades e no seu quadro pessoal.
Fica ainda a sugestão de criação de outros parques na região Sul da Ilha, mesmo fazendo parte do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, que não fiquem existindo diante de uma lei, mas dentro de uma gestão ambiental qualificada feita em parceria com ONG's.
Enfatizando que o projeto "Ao Redor da Ilha..." está a disposição para colaborar neste processo de desenvolvimento do turismo sustentável na Ilha de Santa Catarina.
Incentivo e atitude em prol da preservação do meio ambiente
Todo o incentivo e atitude em prol da preservação do meio ambiente merece reconhecimento, Parabéns!
Que legal esse projeto.
A anos que eu frequento este paraíso e infelizmente nesse tempo todo eu venho acompanhando a degradação do pico e não é só os maltratos com a natureza que estão acontecendo lá na trilha não dá mais pra passar sozinho porque alguns malandros andam assaltando a galera.
É isso aí galera vamos lutar pra preservar não só este lugar mais outros paraísos também. Não sou de floripa mais no que precisarem eu estou aí e sempre fiz minha parte a unica coisa que levo dos lugares são as recordações e só deixo minhas pegadas na areia.
Extremamente importante a conscientização ambiental.
Acho extremamente importante a conscientização ambiental, não só com a Lagoinha do Leste mas com todas as áreas verdes do planeta, uma proposta para manter a praia em boas condições é incentivar a prática do campismo com consciência, se cada um for à praia, aproveitar a sua beleza e não poluir ela pode ser preservada. Quanto aos furtos não se pode fazer muita coisa, o problema é a falta de respeito com o meio ambiente e com o prório ser humano, este que não vive sem a natureza
Parabéns pela iniciativa,muito louvável.
Demonstra preocupação pela preservação e futuro de um lugar que,pela sua beleza natural,dispensa comentários.
Parabéns
pelo projeto.
É bem fundamentado, reconhecendo os problemas existentes, trazendo as soluções possíveis e necessárias. Cabe a cada um de nós divulgá-lo, buscar e dar apoio da melhor forma que pudermos. A Lagoinha merece.
Adote
o parque lagoinha do leste!
Seria uma forma de consequir verbas junto a comunidade para a manutenção deste lugar lindíssimo, além de divulgar junto aos moradores a importância desta bacia hidrográfica para a ilha!
Preservação
da beleza natural
Acho muito importante preservar essa beleza natural. A lagoinha do leste é um lugar muito bonito para
não ser preservado. Acho que não devem deixar que o HOMEM explore esta beleza....deixando ela como está! Sem construções.
Boa sorte para vocês neste projeto.
Receba as últimas novidades no seu email:
Não se preocupe! Garantimos o uso desse email somente para receber o nosso informativo. Veja a nossa Política de Privacidade.